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Flávio é muito pior que Bolsonaro e Michelle não tem militância, diz Renan

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão e um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é “muito” pior do que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não teria força de militância suficiente para assumir a liderança do bolsonarismo.

As declarações foram dadas em entrevista ao programa Léo Dias TV nesta quinta-feira (30).

Questionado se considera Flávio pior do que Jair, Renan respondeu que sim. “Eu acho que o Flávio é apenas um sujeito corrupto. O Flávio é um cara que nunca teve um trabalho além de ser político”, disse.

O candidato citou a passagem do senador pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde foi eleito deputado estadual pela primeira vez.

“Lá ele não sabia fazer nada, ficou comprando casa e fazendo o que eles chamam de rachadinha, que é basicamente pegar o dinheiro do salário dos funcionários que fingiam que trabalhavam e botar no bolso”, afirmou.

Para Renan, a campanha de Flávio passou a questionar sua formação acadêmica nos últimos dias, ao lembrar que cursou Direito na Universidade de São Paulo (USP) antes de abandonar o curso para trabalhar.

“Estão com medo de debater com o cara que não tem diploma? O Flávio ficou botando toda essa campanha, ele não quer me encontrar, é igual o diabo vendo a cruz”, disse.

Sobre a possibilidade de Michelle Bolsonaro assumir o protagonismo político da família em lugar do enteado, Renan diferenciou o conceito de eleitorado do de militância.

“Uma coisa é eleitor do bolsonarismo, outra coisa é militância. A Michele não tem a militância que a família Bolsonaro de sangue tem. Ela é uma figura eleitoralmente mais interessante do que o Flávio, mas ela não tem militância”, disse.

Para Renan, uma eventual candidatura de Michelle enfraqueceria o movimento que sustenta o bolsonarismo hoje. “A Michele, cruzando a linha e se tornando uma liderança, morre de vez a militância, o bolsonarismo”, afirmou, ao apontar que a família teria “um futuro muito incerto” caso nenhum de seus integrantes vença uma eleição nos próximos pleitos.

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