O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta terça-feira (30) que a advocacia do Senado atuará para restituir o “bom e efetivo” mandato do senador Jaques Wagner (PT-BA). Em discurso no plenário da Casa Alta, o congressista mostrou apoio ao petista depois das investigações da Polícia Federal atingirem o petista.
De acordo com Alcolumbre, a advocacia estará à disposição para defender Jaques e disse que a relação entre eles é a “melhor possível”.
“Conversei longamente com Jaques após o episódio da investigação. E eu quero dizer ao Brasil o que disse a ele: na minha condição como presidente preciso defender todas as prerrogativas de senadores e senadoras. E disse a ele que as decisões judiciais desestabilizaram a atuação parlamentar. Foram decisões de bloqueios de contas, do exercício parlamentar. A advocacia do Senado fez reuniões e fará para discutir os recursos para restituir as prerrogativas dos senadores. A advocacia vai entrar como parte nessa ação para restabelecer o bom é efetivo exercício do mandato de Jaques”, afirmou Alcolumbre.
Na semana passada, uma das primeira manifestações de apoio ao senador petista foi de Alcolumbre. O presidente do Senado afirmou ser necessário garantir a presunção de inocência e criticou o que chamou de tendência de tratar pessoas como culpadas antes mesmo de terem a chance de se defender.
Após ser alvo de mais uma fase da Operação Carbono Oculto, o senador Jaques Wagner afirmou que possuía relação com o banqueiro ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. Ele também reclamou da operação da PF (Polícia Federal) e disse que os contratos da instituição financeira com sua nora ficaram acima dos R$ 3,5 milhões divulgados.
As investigações da PF indicaram que Jaques teria recebido benefícios econômicos, de forma direta ou indireta, em troca de sua atuação em prol do Master no Senado. O senador nega as acusações e afirma que irá colaborar com as investigações.
Menos de uma semana depois da repercussão do mandado de busca e apreensão em sua residência, Wagner comunicou seu desligamento da posição de líder do Governo no Senado. Em nota publicada nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi tomada em “comum acordo” após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Conversa entre amigos”, disse. Prontamente, Lula designou a senadora Teresa Leitão como sua nova líder no Senado.


