Adorni enfrentou problemas pela primeira vez em março, quando sua esposa, que não é funcionária do governo, viajou no avião presidencial durante a “Semana da Argentina” em Nova York promovida por Milei. Dias depois, veio à tona um vídeo que mostrava Adorni e sua família utilizando um jato particular durante suas férias. Desde então, o funcionário tem sido cobrado a explicar a origem dos recursos utilizados para custear viagens e imóveis.
A justificativa baseada em ganhos com criptomoedas foi contestada por diversos representantes da comunidade cripto argentina, que afirmam não se lembrar de qualquer participação de Adorni em eventos ou iniciativas ligadas ao Bitcoin durante os anos em que ele diz ter realizado os investimentos.
As críticas aumentaram após a circulação de um vídeo de 2020 em que Adorni afirmava não ter grande conhecimento sobre criptomoedas nem envolvimento relevante com o setor.
Mesmo diante de críticas dentro de seu próprio partido e de pedidos de renúncia, Milei vem mantendo apoio público ao chefe de gabinete há meses.
O tema ganhou ainda mais repercussão devido ao histórico recente do governo com ativos digitais. Em fevereiro de 2025, Milei divulgou nas redes sociais a criptomoeda LIBRA e apagou o tweet logo em seguida. Com o post, o valor da moeda disparou e depois despencou, gerando prejuízos estimados em mais de US$ 100 milhões para investidores.
Adorni, que não possui experiência prévia em política ou em investimentos profissionais, iniciou sua trajetória no governo argentino como porta-voz presidencial e foi promovido ao cargo de chefe de gabinete no ano passado.


